Banco Trama, 2026

O ponto de partida da linha é a tecelagem de tapetes em palha de taboa, prática artesanal difundida em diferentes regiões do Brasil. Presente em diversas culturas ao redor do mundo, a trama de fibras vegetais não pertence a um autor específico. Trata-se de uma prática vernacular, transmitida entre gerações, cuja lógica estrutural se baseia em entrelaçamento, tensão, repetição e ritmo.
O gesto central da coleção é o deslocamento da trama para o metal. Sua superfície é registrada com precisão em planos metálicos fundidos em alumínio ou latão.
A textura, imediatamente reconhecível, transporta o repertório da memória doméstica para o campo do mobiliário autoral.
As chapas metálicas resultantes compõem seis peças: aparador, mesa de centro, mesas laterais e bancos; apoiadas em volumes de sucupira.
Ao transformar herança cultural em superfície permanente, a coleção propõe um diálogo entre tempos e matérias, entre prática coletiva e autoria contemporânea.




